
Saiu ontem, às 14h19min, o resultado da enquete do senado, sobre a criminalização da homofobia.
Vocês acreditam que as pessoas votaram contra?
Não entendo, vivemos lutando pelos direitos iguais na sociedade, e quando se tem algo para igualar os direitos às pessoas não se unem, só fica evidente que “sim“, somos preconceituosos. Falamos da boca para fora sobre igualdade…
Onde estavam aquelas pessoas que gritavam por seus direitos durante a maior manifestação (Parada do Orgulho Gay) de São Paulo, para votar?
Ah, virou uma questão apenas comercial ou uma grande festa, não tem cunho social. Então meninos acordem!
Parem de dar dinheiro para as pessoas que não estão defendendo vocês, esse ano foi um dos anos que mais teve violência em São Paulo, e os seus direitos estavam e vão continuar dentro de uma pasta…
Abaixo segue o texto do senado, deixando uma pequena esperança no final:
“A maioria dos internautas que votou na enquete da Agência Senado e da Secretaria de Pesquisas e Opinião Pública (Sepop), no mês de novembro, se posicionou contra a aprovação do PLC 122/06, que torna crime a discriminação contra idosos, deficientes e homossexuais. Do total, 51,54% foram contrários à proposta e 48,46% a favor.
A enquete recebeu 465.326 votos, e foi a que mais mobilizou votantes desde que esse tipo de consulta foi criado. Até então, o que mais havia atraído internautas foi o questionamento a respeito do projeto que institui cotas raciais, que recebeu quase 360 mil votos.
A Agência Senado frisa que as enquetes pela internet não utilizam métodos científicos, apenas colocam os temas em debate.
Entretanto, o DataSenado fez pesquisa, dessa vez científica, a respeito do tema e nesse caso, 70% dos entrevistados foram favoráveis ao projeto que criminaliza a homofobia. Veja mais detalhes clicando aqui.
No início do mês, a enquete enfrentou problemas técnicos, saiu do ar por alguns dias e retornou depois, com o aprimoramento do sistema de segurança. Houve a suspeita de burla ao sistema, já que em apenas três dias no ar (de 3 a 6 de dezembro), recebeu mais de 500 mil respostas. “
Mas, em nome dessa minoria (?), gostaria de agradecer a todos que realmente vestiram a camisa da igualdade dos direitos humanos, pois a luta não é só por uma opção sexual e sim pelo reconhecimento social.
Gal Maria
Colaboradora do O Confessionário