Chuvas: Tragédia na Região Sudeste do País

A quase um ano atrás, o nosso blog divulgou aqui a tragédia que ocorria no Estado do Rio de Janeiro, no mês de abril (leia aqui). Quase um ano depois, a chuva novamente é a vilã de um cenário que novamente se repete: caos e destruição; tristeza e perdas; sonhos destruídos; solidariedade.

É muito complicado não se emocionar com relatos de pessoas que perderam tudo, que perderam casas e entes queridos. Famílias foram desfeitas, comunidades desapareceram. Em muitos pontos da região  Serrana do Rio, a falta de de energia e principalmente de água e  consequentemente higiêne assombram os moradores. Teve gente que perdeu TUDO. Em entrevista ao fantástico, Wellington relata como salvou o filho de apenas 7 meses após perder mulher e sogra:

Eu acordei com aquele barulho de coisa vindo e não lembro, não sei, parece que eu tentei sentar na cama. De repente tudo parou, foi coisa de segundos, não dá tempo nem de gritar. A Renata e a Fátima faleceram na hora. Inclusive uma perna minha estava meio presa nela.

No meio de lama e escombros, o pai conta como conseguiu proteger o filho. Não parou de cavar até chegar onde Nícolas (7 meses) estava. Assim que o filho percebeu que era o pai, se acalmou. Mas a falta de água era algo que preocupava Wellington. Com a água que caia ele conseguiu hidratar o filho:

Ele engasga muito com água, então eu botava água na boca e dava na boca dele. Aquele primeiro contato que ele viu que era água, ele agarrava no meu rosto assim e abria a boca, igual quando ele pede comida, para pedir água. Com a língua, eu controlava a água que ele bebia, ele mamava na minha língua. Assim foi que eu fui hidratando ele, e ele bebeu tanta água que dormiu. Depois ele acordou e pediu água de novo, agarrava no meu rostinho, quando teve um pouco de claridade, a gente conseguiu ver um ao outro.

O número de mortos subiu para 630, segundo as prefeituras. O de desabrigados e desalojados na região passa de 13 mil. Sabendo dessa situação, que ocorre ano após ano, porque ainda nenhuma decisão foi tomada? Porque só quando é tarde demais que os governantes se preocupam!? Seria descaso? Onde estão os políticos que pediram o nosso voto para ajudar a essas pessoas? Com quase um ano depois da última tragédia, os moradores enfrentam novamente a fúria das águas! Se já sabemos que isso ocorre sempre nos mesmos lugares, porque ainda nenhuma providência foi tomada?

Bom, o que podemos fazer agora é ajudar! Qualquer ajuda nesse momento é bem vinda! Eles precisam de alimentos não perecíveis, roupas, calçados, fraldas, remédios, material de limpeza e higiene pessoal e água mineral.

Local de doação em Goiânia: Corpo de Bombeiros
Avenida Anhanguera 7.364
Aeroviário – Goiânia
CEP: 74.543-010
Telefones: (62) 3201-2001 / 3201-2002

No Rio de Janeiro, as doações também podem ser entregues em qualquer Batalhão da Polícia Militar, na Rodoviária Novo Rio e em diversos pontos espalhados pela cidade. O Hemorio também precisa de doadores de sangue. Ele fica na Rua Frei Caneca, 8, no Centro. Agende a sua doação pelo 0800-282-0708.

Nos outros estados, procure a Cruz Vermelha mais perto da sua casa e leve donativos. No Rio de Janeiro, a sede da entidade fica na Praça da Cruz Vermelha, número 10, no Centro. Em São Paulo, o endereço é Avenida Moreira Guimarães, 699, em Indianápolis. E em Minas Gerais, é na Alameda Ezequiel Dias, 427, também no Centro.

Rafael Vargas

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